Todo mundo já idealizou ou idealiza viver um relacionamento com uma pitadinha de clichês românticos: vida a dois repleta de almoços em família aos domingos, programinhas casuais às sextas feiras, cineminha em casa nas noites frias com brigadeiro e um edredom.

Todo ser humano, em alguma fase da vida, já desejou que pelo menos a sua vida amorosa fosse baseada em uma história de amor hollywoodiana. Atire a primeira pedra quem nunca pensou nas reações que teria caso recebesse de surpresa um buquê de flores. Quem nunca imaginou como seria um pedido de casamento perfeito?

A questão não é vivenciar ou deixar viver um relacionamento dos contos amorosos e, sim, saber se estamos dispostos a viver um relacionamento quando as nossas expetativas não forem preenchidas.  A questão é saber até que ponto desprendemos das nossas vontades, dos nossos desejos pelo outro.

Se for amor de verdade, se amamos com todas as forças o outro, não importa se ele é um Rodrigo Hilbert ou não. Amar faz com que os nossos anseios sejam preenchidos independente daquilo que idealizamos como perfeito. Por outro lado, amar também transforma qualquer Shrek em um príncipe encantado.

A partir do momento que amamos alguém, fazemos de tudo para agradar. Amar é deixar, muitas vezes, nossas vontades de lado para fazer o outo feliz. Amar é se preocupar com o que o outro pensa, sente e sonha. Amar é fazer um simples botão de rosa parecer um buquê, porque o que importa é a atitude e não o tamanho do presente.

Amar é colocar o outro como prioridade. É sonhar junto. Amar é a mão que ampara, o abraço que aconchega.  Relacionamento não precisa ser baseado em um catalogo de cinema romântico. Basta ser intenso, simples, sincero, puro… Relacionamento é aquela frase batida, mas que faz todo sentido: “Amar é uma via de mão dupla”.  Basta os dois abrirem mãos de algumas coisinhas para ver o outro feliz.

João Carlos Rocha

Psicopedagogo de Ribeirão Preto (SP).

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